High-Fives – Bandas/artistas com piano

Este é o primeiro post de uma série chamada High-Fives (um trocadilho bem infame que eu não vou ter coragem de explicar), na qual eu vou apontar cinco destaques em uma determinada área de atuação, geralmente do mundo do entretenimento. Entre outros, música, filmes e livros vão aparecer por aqui.

Vale lembrar que isto NÃO É um top 5. Os cinco itens listados têm o seu espaço reservado igualmente, sem qualquer tipo de ordem de preferência. Aa listagem numérica é por mero propósito de organização.

Decidi estrear destacando cinco bandas e artistas que usam o piano como instrumento principal das suas músicas. Boa leitura!

Num cenário inundado por canções unidimensionais, baseadas em ritmos e cadências pré-fabricadas por produtores musicais não necessariamente talentosos que anotaram a fórmula de ganhar dinheiro e colaram na porta da geladeira (Timbaland, eu tô olhando bem na tua cara), o sampler acabou por suplantar por diversas vezes o uso do piano. Mas existem uma galera que sabe muito bem utilizar o instrumento para fins muito nobres. Vamos a alguns deles:

1. Coldplay

Esse é conhecido de todos, eu acho. A banda liderada pelo carismático vocalista/pianista/guitarrista Chris Martin foi formada em 1998, lançando o seu primeiro cd, Parachutes, no ano 2000, que foi muito bem recebido mundialmente. Deste cd, vieram sucessos como Yellow (aquela música do clipe na praia) e Trouble.

Em seguida, foram lançados álbuns igualmente aclamados por público e crítica. O (merecidamente) multipremiado A Rush Of Blood To The Head, de 2002, tem no seu tracklist uma das sequências de 4 músicas mais fantástica de todos os tempos: In My Place, God Put A Smile Upon Your Face, The Scientist e Clocks. O X&Y, de 2005, tem como single mais expressivo a bela Speed Of Sound.

Em 2008, a banda fez o que parecida difícil e lançou outro álbum de altíssima qualidade, Viva la Vida or Death and All His Friends, que veio a ser premiado com o Grammy de melhor álbum de rock em 2009. Prêmio melhor que esse, só receber uma acusação de plágio de ninguém mais, ninguém menos do que Joe Satriani. O guitarrista (aeroporto de mosquito nas horas vagas) acusou o Coldplay de incluir elementos de sua música If I Could Fly, lançada em 2004, na música “quase” faixa-título Viva La Vida. Por sinal, essa música também garantiu dois prêmios Grammy para Chris Martin e seus amigos, de Melhor Música do Ano e Melhor Performance Vocal Pop de Duo ou Grupo. Tá bom ou quer mais?

Visto que a maioria esmagadora do universo conhece a banda, não vou me delongar muito mais com a história deles. Fica aí a já clássica The Scientist, com o seu bacaníssimo clipe, que conta uma historinha de trás pra frente.

2. Keane

Esse é outra banda famosa, não tanto quanto o Coldplay, mas também teve uma boa exposição na mídia. O estilo das duas bandas é parecido, mas o Keane tem a diferença de não usar nenhuma guitarra ou violão.

O primeiro single de sucesso foi a singela Somewhere Only We Know, com um dos refrões grudentos que são assinatura do Keane. Vinda do álbum de estréia Hopes And Fears (na minha opinião, o melhor da banda), lançado em 2004, que possui várias outras músicas excelentes como This Is The Last Time e Bend And Break. Dá pra listar o cd todo aqui e não achar uma música ruim, vale muito a pena.

Os outros álbuns são Under The Iron Sea, de 2006; e Perfect Symmetry, de 2008. Neste último a banda deu uma reformulada no estilo, abordando um som mais techno.

Pra quem não conhece ainda, dêem uma checada na música Bedshaped do primeiro cd.

3. Mouse On The Keys

Chegou a hora de falar mais das bandas que quase ninguém conhece. E logo de primeira, vamos na mais underground. Direto do Japão, Mouse On The Keys!

Pra começar, não é uma banda com piano, na verdade, e sim com teclado. Mas esse é um detalhe que eu fui forçado a atropelar para incluir essa banda no High-Fives.

Eles fazem um som instrumental muito competente e bem diferente de tudo que você já ouviu. O Mouse é composto basicamente por uma bateria e dois teclados – isso mesmo, dois teclados. Mas passa longe quem pensa que os dois instrumentos são usados pra criar camadas repetitivas de som, ou que um teclado faça uma cama harmônica enquanto o outro faz um solo por cima. A criatividade desses músicos é inacreditável, e os teclados estão sempre se erguendo juntos, se complementando em melodias e floreios diferentes que juntos constróem um propósito maior – e muito, mas muito agradável de se ouvir.

O primeiro lançamento deles foi o EP Sezession, de 2006. O grande destaque é a música Saigo No Baisan, que tem uma mudança de andamento inacreditável no meio da música, levando um ritmo frenético, cheio de contratempos, a cair numa levada que se aproxima da valsa,  e que mesmo assim soa muito natural.

Em 2008, foi lançado o primeiro LP, chamado An Anxious Object, que desfila habilidade técnica e de composição. A maneira com que os japas misturam a sonoridade do jazz, flertando diversas vezes com a calmaria do post-rock é muito legal de testemunhar. Em faixas como Seiren e Soil, também podemos ouvir um saxofone fazendo maravilhas na música.

E como se não fosse suficiente, o baterista da banda se revela um verdadeiro monstro nos primeiros segundos de audição da música Spectres De Mouse, que abre o CD após a intro Completed Nihilism. Falando nelas, ouçam aí uma versão das duas músicas sendo tocadas ao vivo:

4. Sara Bareilles

Eu não sei muito sobre a história da carreira da Sara Bareilles. E acho que nem preciso saber tanto assim, pois o que importa no final das contas é admirar a música, certo? Então. Ao ouvir o CD Little Voice, lançado em 2007, eu descobri uma das artistas mais talentosas da atualidade! A mulher toca piano muito bem, canta muito bem, e ainda compõe as próprias músicas, que por sinal são muito cativantes. Canções como Gravity, Vegas e o principal single, Love Song, compôem um álbum muito agradável de ouvir a qualquer hora do dia.

Esses dias ela lançou um CD novo, chamado Kaleidoscope Heart, que eu ainda não tive a chance de escutar. O falatório que corre por aí é de que este segue a fórmula do primeiro CD, mas sem cair na mesmice. Vindo de Sata Bareilles, eu acredito!

E olha, sinceramente, foi difícil escolher uma amostra! Decidi deixar aqui a primeira música dela que eu ouvi. Direto do cd de estréia, Little Voice, Bottle It Up, em ótima versão ao vivo.

UPDATE: Ouvi o Kaleidoscope Heart, cd excelente. Não deve em nada ao primeiro, e acredito que com o tempo até mesmo supere o Little Voice em minha preferência. Ouçam King Of Anything, o primeiro single, também em versão diferenciada ao vivo:

BÔNUS: Procurando o video para colocar aqui, encontrei esse cover interessantíssimo da música, feito a capella. Os caras são bons!

5. The Reign Of Kindo

Sabe o que eu falei lá no começo no post, sobte o High-Fives não ser um top 5, que cada artista tem o mesmo espaço?

Então, esquece.

Eu preciso apontar a minha preferência por The Reign Of Kindo entre as bandas/artistas citadas.É um som que eu descobri recentemente, no máximo 2 meses atrás. E de lá pra cá, minha esperança na música se renovou. Esse quinteto americano (quem diria!) é simplesmente sensacional.

Formado por Joseph Secchiaroli (vocalista principal/guitarrista), Steven Padin (baterista/vocalista), Kelly Sciandra (pianista/trompetista), Michael Carroll (guitarra/percussão)e Jeffery Jarvis (baixista/vocalista), o The Reign Of Kindo lançou o cd Rhythm, Chord and Melody em 2008. Nos primeiros segundos da primeira faixa, The Moments In Between, dá pra perceber que o piano é o instrumento que brilha na banda. A introdução é executada com primor, uma linha técnica de teclado em 3/4 acompanhado por uma batida frenética de bateria em 4/4, dando uma sensação inquietante de urgência. Logo em seguida, o vocalista Joseph entra, cantando o primeiro verso, que dá nome à música. Sinceramente, só nesses momentos iniciais, já dá pra perceber que se trata de uma banda especial.

Outras músicas excelentes estão presentes neste primeiro disco, como a balada romântica Something In The Way That You Are, a quase jazz Let It Go, e a absolutamente épica Till We Make Our Ascent, minha favorita do álbum.

Foi lançado, agora, em 2010, um segundo CD, chamado This Is What Happens, que eu ainda não ouvi. Falha minha, pessoal.

De qualquer maneira, fica abaixo uma amostra, da maravilhosa Nice To Meet You, do álbum Rhythm, Chord and Melody.

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Espero que tenham gostado das músicas, e descoberto novos artistas. O propósito dos High-Fives é divulgar entretenimento de qualidade, portanto, se você conhece alguma banda que se encaixe no tema, por favor, o espaço para comentários está logo abaixo.

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4 Respostas to “High-Fives – Bandas/artistas com piano”

  1. Yuri Says:

    Surpreso, achei que fosse encontrar tudo menos isso hoje… Jogou duro. Muito bom!

  2. Raí Faustino Says:

    Valeu, Yuri! Fica de olho, virão muito mais posts como este.

  3. Amandagp Says:

    Faz isso mais vezes, manolo 😀

  4. Lidiane Oliveira Says:

    Deveria escrever aqui mais vezes, você leva maior jeito…. Beijos!!!!!!!!!!!!

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